O meu filho vai para a creche...

- Preparar a criança para o que vai encontrar, recorrendo a vocabulário simples e adequado à idade;
- Passar uma mensagem de segurança - se os pais mostrarem grande ansiedade e insegurança, ou zanga, ou confusão, o medo poderá ser ativado nos filhos e estes poderão sentir-se mais inseguros e ter maior dificuldade na adaptação;
- Procure transmitir entusiasmo pela nova fase. Usem expressões e um tom de voz que mostrem entusiasmo e segurança. Deixem a mensagem clara de que vai ficar bem, de que o virá buscar e quando (ex. Tem um bom dia, brinca muito, a/o mãe/pai vai para o trabalho e vem-te buscar depois do lanche);
- Trabalhar a previsibilidade e a antecipação facilitará o regresso à creche;
- Dar espaço e tempo para que as crianças possam expressar, sem receios, aquilo que pensam e sentem;
- Dose de atenção e mimo dos pais aos mais pequenos reforçada;
- Reservar diariamente um período, pelo menos 20 minutos, para partilha de um tempo de brincadeira ou diálogo onde impere a atenção plena – em que a prioridade é o fortalecimento de laços emocionais e a partilha de tempo de qualidade, em que não interessam e-mails, redes sociais, loiça para lavar, roupa para arrumar;
- Atenção a sinais de instabilidade emocional, que poderá traduzir-se em alterações no sono, na alimentação, no comportamento e no humor. Isto porque, nos mais novos, a expressão emocional nem sempre é feita através das palavras, o seu comportamento expressa muito das vivências internas, as suas brincadeiras e os seus desenhos também;
- A fase de adaptação nas creches e restantes escolas é uma etapa muito importante. Deve ser gradual e respeitadora;
- A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento infantil;
- Façam tudo com calma pela manhã para não gerar ansiedade;
- Comentem a rotina do dia (como vão, quando vão, como vai ser o dia e o regresso);
- Preparem a mochila/saco juntos;
- Tragam de casa um brinquedo de afeto escolhido pela criança;
- Digam-lhe adeus e criem uma rotina de despedida que não seja muito demorada (por exemplo um beijinho na mão para o seu filho guardar até que venha buscá-lo);
- Resista a voltar atrás para o “salvamento”, confie que ele está com profissionais com experiência e que tudo vai correr bem.
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