Todos nós já nos sentimos stressados. Há situações que nos provocam stresse. Normalmente são situações que implicam mudanças que não controlamos. Essas situações podem ser duradouras, mas também podem ser passageiras. Há o stresse do dia-a-dia, por determinados acontecimentos que nos deixam nervosos ou pelas pessoas com quem convivemos, mas também há o stresse provocado por situações difíceis da nossa vida, que não acontecem todos os dias, mas são muito stressantes e demoram mais tempo a resolver. (Ordem dos Psicólogos Portugueses, 2022)
O stresse é a resposta do nosso corpo a um evento ou a uma situação de pressão na nossa vida. (Médis, 2018) O stresse é, normalmente, decorrente de alguma coisa nova ou inesperada, e que, de alguma forma, foge ao nosso controlo. (Médis, 2018) É uma resposta natural (fisiológica e comportamental) do organismo perante situações que nos façam sentir ameaçados, situações de grande pressão, ou situações que representem uma perturbação do nosso equilíbrio. Pode ser positivo, contudo, se persistir por muito tempo, as alterações benéficas passam a ser prejudiciais, manifestando-se no organismo de forma patológica. Uma pessoa sente-se em stresse quando esta sente que não tem capacidade ou recursos para ultrapassar as exigências de uma determinada situação, ou momento da sua vida. (Guedes, 2020; Marques, Pinto, & Figueira, 2016; Basto, 2018)
Numa pequena referência a um tipo de stress específico, o stresse relacionado com o trabalho (work-related stress), também designado por “stresse profissional” ou “stresse ocupacional” é definido como “a resposta que o indivíduo pode ter quando é confrontado com exigências e pressões de trabalho que não correspondem aos seus conhecimentos e habilidades e que desafiam a sua capacidade de lidar com a situação” (OMS, 2010)
Os agentes que induzem stresse podem ser emocionais/psicológicos ou fisiológicos. Como exemplos de stresse emocional ou psicológico temos: problemas interpessoais, término de uma relação, luto e desemprego e como exemplos de stresse fisiológico temos: fome, insónia, hipo e hipertermia, efeitos do uso de drogas psicoativas e sua privação e ainda doenças crónicas e intervenções cirúrgicas. (Marques, Pinto, & Figueira, 2016)
Atualmente, as causas prevalentes para stresse assentam em três vertentes:
- Ambiente externo como o responsável pelo stresse;
- Resposta do indivíduo, dando importância às reações pessoais perante os acontecimentos;
- Relação entre o indivíduo e o meio envolvente assumem o destaque, fazendo parte do processo entre os acontecimentos de stresse e os seus efeitos. (Guedes, 2020)
Relativamente aos sintomas do stresse, poderão ser físicos, psicológicos, emocionais e cognitivos, tais como por exemplo: problemas cardiovasculares e de pele, ansiedade, angústia, nervosismo ou preocupação em excesso, irritação e impaciência, tonturas, problemas de concentração e de memória, sensação de perda do controlo, dificuldade para dormir e dificuldade em tomar decisões.
No que diz respeito às consequências do stress são as mais variadas. Acredita-se que a exposição ao stresse interfere com a patogénese da doença física, causando estados emocionais negativos, como sentimentos de ansiedade e depressão, que por sua vez exercem efeitos diretos nos processos biológicos do organismo. De uma forma indireta, as mudanças comportamentais, que resultam das adaptações e/ou estratégias de "coping" face às situações de stresse, como é o caso do aumento do tabagismo, a diminuição do exercício físico e de horas de sono e a menor adesão à terapêutica médica, dão origem a um caminho importante pelo qual o stresse influencia também o risco da doença.
Para concluir, vou referir algumas estratégias para lidar com o stress, como por exemplo:
- Evite cafeína, álcool e nicotina;
- Praticar atividade física;
- Dormir mais;
- Alimentação equilibrada;
- Experimentar algumas técnicas de relaxamento;
- Manter um diário de stress;
- Assumir o controlo;
- Postura otimista;
- Identificar atividades que contribuam para o bem-estar;
- Identificar a origem do stresse;
- Não ser demasiado exigente;
- Gerir melhor o seu tempo;
- Partilhar com as pessoas próximas aquilo que sentimos;
- Pedir ajuda.
Proposta de filmes: Falling Down (1993) e One Nation Under Stress (2019)
Proposta de livros: Como Deixar de se Preocupar e Começar a Viver de Dale Carnegie (2013) e Como Superar as Preocupações e Lidar com o Stress de Dale Carnegie (2021)
Bibliografia
Basto, A. P. (2018). Dia de Consciencialização do Stress. Obtido de UNIVERSIDADE DE LISBOA: https://www.ulisboa.pt/noticia/dia-de-consciencializacao-do-stress
Guedes, A. L. (2020). Ansiedade, stress e burnout: definição conceptual e operacional, inter-relações e impacto na saúde. Universidade Beira Interior: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Medicina.
Marques, J. C., Pinto, A. M., & Figueira, J. (2016). Alterações fisiopatológicas associadas ao stress – Implicações na doença.
Médis. (2018). STRESS: COMO ASSUMIR O CONTROLO DA SUA VIDA? Obtido de Médis: https://www.medis.pt/mais-medis/bem-estar-e-desporto/stress-como-assumir-o-controlo-da-sua-vida/
Ordem dos Psicólogos Portugueses. (s.d.). Folhetos Anti-Estigma. Lisboa.
Ordem dos Psicólogos Portugueses. (2022). Stresse. Obtido de ESCOLA SAUDÁVELMENTE: https://escolasaudavelmente.pt/alunos/adolescentes/problemas-e-emocoes/stress

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