As relações românticas contribuem para a nossa saúde, felicidade e bem-estar.
Quando existem problemas, conflitos e experiências negativas entre os casais, que estes não conseguem resolver sozinhos, um Psicólogo pode ajudar a identificar a origem desses problemas e conflitos e a decidir que mudanças são necessárias (na relação e no comportamento de cada membro do casal) de modo que amb@s possam ficar satisfeit@s com e na relação.
No fundo, o Psicólogo oferece um "território neutro" no qual o casal pode pensar e comunicar sobre o seu relacionamento de forma mais objetiva, acabando com as culpabilizações e mobilizando o envolvimento efetivo de ambos na resolução adaptativa dos problemas.
As evidências científicas confirmam que um Psicólogo pode ajudar o casal a melhorar as suas interações, o seu padrão de comunicação e de expressão emocional, promovendo mudanças de comportamento positivas nas relações românticas.
As principais características das relações felizes:
- Comunicação clara
- Confiança e apoio mútuos
- Respeito e honestidade
- Boa vontade para negociar em resolver conflitos
- Momentos de intimidade frequentes
- Outras relações com amig@s e familiares
- Prazer em passar tempo juntos
- Os casais saudáveis têm 5 interações positivas por cada uma que é negativa
- Os casais saudáveis falam 5 ou mais horas por semana
Como cultivar, todos os dias, uma relação romântica saudável?
- Elogiar, agradecer e pedir desculpa
- Aceitar as diferenças e não esperar que @ outr@ realize todas as nossas expectativas e desejos
- Manter a relação interessante e cultivar interesses comuns
- Cuidar de si própri@
- Dizer claramente o que pensa e sente, o que quer e precisa
- Não esperar que @ outr@ adivinhe ou faça leitura da mente
- Reservar tempo para falar e discutir outros temas para além d@s filh@s e das tarefas domésticas
- Ouvir realmente com atenção
- Olhar um(a) para @ outr@ e não para a televisão, o smartphone ou o computador
- Arranjar tempo para a intimidade
- Resolver os conflitos de forma construtiva
- Escolher a altura certa. Às vezes é preferível afastarem-se e acalmarem-se primeiro
- Procurar saber como @ outr@ se sente
- Ouvir o outro ponto de vista e ceder em determinados pontos
- Discutir um assunto de cada vez e não ir buscar conflitos antigos
- Mostrar humor e expressar afeto
- Concordar em discordar
Contudo, nem sempre as relações românticas são felizes, quando:
- Crítica em demasia
- Mostrar desprezo
- Revirar os olhos
- Agir defensivamente
- Chamar nomes
- Desligar da conversa
Nenhum casal é livre de problemas! Os altos e baixos de uma relação são inevitáveis e ultrapassá-los pode ser um desafio! É importante não ignorar os problemas, mas enfrentá-los como uma equipa! Não espere até que uma relação mostre sinais de rutura para a tentar melhorar. Se está constantemente a discutir os mesmos assuntos sem chegar a uma solução ou se sente infeliz com a sua relação romântica, um psicólogo pode ajudar. Encontre um aqui: encontreumasaida.pt.
Quase, quase a concluir esta temática não poderia deixar de abordar as relações românticas abusivas e violentas. Neste sentido, deixo-vos quais os sinais de alerta:
- Tentar controlá-l@ (por exemplo, dizer-lhe o que pode ou não vestir, impedi-l@ de sair, tirar-lhe o seu dinheiro ou as chaves do carro/casa e pedir justificações sobre o que faz e onde vai)
- Tentar fazê-l@ sentir-se mal, inútil, sem valor
- Criticar @s seus/suas amig@s e ser possessiv@ e ciument@
- Ter medo do temperamento e do humor d@ seu/sua companheir@
- Gritar-lhe, empurrá-l@, bater-lhe, dar-lhe murros ou atirar-lhe objetos
- Ameaçar magoá-l@ ou magoar a sua família e animais
- Forçá-l@ a ter relações sexuais.
Se identifica alguns desses sinais na sua relação romântica, saiba que ninguém merece sentir-se desrespeitad@, infeliz e com medo numa relação. Procure ajuda.
Proposta de filmes: Call Me by Your Name (2017) e The Idea of You (2024)
Proposta de livros: A Culpa é das Estrelas de John Green (2012) e Foi sem Querer que te Quis de Raul Minh'Alma (2018)
Bibliografia
Texto retirado na íntegra no website https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1346, publicado a 14 de fevereiro de 2015.

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