terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Vamos falar de Relações Românticas

 



As relações românticas contribuem para a nossa saúde, felicidade e bem-estar.
Quando existem problemas, conflitos e experiências negativas entre os casais, que estes não conseguem resolver sozinhos, um Psicólogo pode ajudar a identificar a origem desses problemas e conflitos e a decidir que mudanças são necessárias (na relação e no comportamento de cada membro do casal) de modo que amb@s possam ficar satisfeit@s com e na relação.
No fundo, o Psicólogo oferece um "território neutro" no qual o casal pode pensar e comunicar sobre o seu relacionamento de forma mais objetiva, acabando com as culpabilizações e mobilizando o envolvimento efetivo de ambos na resolução adaptativa dos problemas.
As evidências científicas confirmam que um Psicólogo pode ajudar o casal a melhorar as suas interações, o seu padrão de comunicação e de expressão emocional, promovendo mudanças de comportamento positivas nas relações românticas.
As principais características das relações felizes:
  • Comunicação clara
  • Confiança e apoio mútuos
  • Respeito e honestidade
  • Boa vontade para negociar em resolver conflitos
  • Momentos de intimidade frequentes
  • Outras relações com amig@s e familiares
  • Prazer em passar tempo juntos
  • Os casais saudáveis têm 5 interações positivas por cada uma que é negativa
  • Os casais saudáveis falam 5 ou mais horas por semana
Como cultivar, todos os dias, uma relação romântica saudável?
  • Elogiar, agradecer e pedir desculpa
  • Aceitar as diferenças e não esperar que @ outr@ realize todas as nossas expectativas e desejos
  • Manter a relação interessante e cultivar interesses comuns
  • Cuidar de si própri@
  • Dizer claramente o que pensa e sente, o que quer e precisa
  • Não esperar que @ outr@ adivinhe ou faça leitura da mente
  • Reservar tempo para falar e discutir outros temas para além d@s filh@s e das tarefas domésticas
  • Ouvir realmente com atenção
  • Olhar um(a) para @ outr@ e não para a televisão, o smartphone ou o computador
  • Arranjar tempo para a intimidade
  • Resolver os conflitos de forma construtiva
  • Escolher a altura certa. Às vezes é preferível afastarem-se e acalmarem-se primeiro
  • Procurar saber como @ outr@ se sente
  • Ouvir o outro ponto de vista e ceder em determinados pontos
  • Discutir um assunto de cada vez e não ir buscar conflitos antigos
  • Mostrar humor e expressar afeto
  • Concordar em discordar
Contudo, nem sempre as relações românticas são felizes, quando:
  • Crítica em demasia
  • Mostrar desprezo
  • Revirar os olhos
  • Agir defensivamente
  • Chamar nomes
  • Desligar da conversa
Nenhum casal é livre de problemas! Os altos e baixos de uma relação são inevitáveis e ultrapassá-los pode ser um desafio! É importante não ignorar os problemas, mas enfrentá-los como uma equipa! Não espere até que uma relação mostre sinais de rutura para a tentar melhorar. Se está constantemente a discutir os mesmos assuntos sem chegar a uma solução ou se sente infeliz com a sua relação romântica, um psicólogo pode ajudar. Encontre um aqui: encontreumasaida.pt.
Quase, quase a concluir esta temática não poderia deixar de abordar as relações românticas abusivas e violentas. Neste sentido, deixo-vos quais os sinais de alerta:
  • Tentar controlá-l@ (por exemplo, dizer-lhe o que pode ou não vestir, impedi-l@ de sair, tirar-lhe o seu dinheiro ou as chaves do carro/casa e pedir justificações sobre o que faz e onde vai)
  • Tentar fazê-l@ sentir-se mal, inútil, sem valor
  • Criticar @s seus/suas amig@s e ser possessiv@ e ciument@
  • Ter medo do temperamento e do humor d@ seu/sua companheir@
  • Gritar-lhe, empurrá-l@, bater-lhe, dar-lhe murros ou atirar-lhe objetos
  • Ameaçar magoá-l@ ou magoar a sua família e animais
  • Forçá-l@ a ter relações sexuais.
Se identifica alguns desses sinais na sua relação romântica, saiba que ninguém merece sentir-se desrespeitad@, infeliz e com medo numa relação. Procure ajuda.

Proposta de filmes: Call Me by Your Name (2017) e The Idea of You (2024)
Proposta de livros: A Culpa é das Estrelas de John Green (2012) e Foi sem Querer que te Quis de Raul Minh'Alma (2018)

Bibliografia
Texto retirado na íntegra no website https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/noticia/1346, publicado a 14 de fevereiro de 2015.

 


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